Advogada usava empresas de fachada e laranjas para lavar dinheiro do tráfico

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A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (30), a advogada Joice Maria da Silva Sobrinho, de 28 anos, e Alexssandro Santos de Castro, de 41, em Campo Grande. Ambos são investigados por envolvimento em um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro conduzido pela Ficco/SE (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Sergipe).

As prisões fazem parte da Operação Arcanum, deflagrada simultaneamente em seis estados, e marcam uma nova fase das investigações, iniciadas há cerca de seis meses, após a apreensão de drogas, armas e veículos em Nossa Senhora do Socorro (SE).

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Segundo a PF, o grupo mantinha uma estrutura sofisticada para movimentar o dinheiro obtido com o tráfico. Os investigadores identificaram o uso de empresas de fachada e “laranjas” como parte do esquema de ocultação e dissimulação de bens, valores e patrimônios. A tática era usada para dar aparência de legalidade aos lucros obtidos com o crime.

Em Campo Grande, os mandados foram cumpridos em um imóvel localizado na Rua Uberlândia, bairro Vila Rosa Pires, onde foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e um Toyota Corolla. O material deve reforçar as provas reunidas no inquérito.

A advogada Joice Sobrinho foi encaminhada ao Presídio Militar Estadual, em razão das prerrogativas da profissão. Alexssandro de Castro foi levado ao presídio estadual, onde permanece à disposição da Justiça. Joice tem mais de 18 mil seguidores no Instagram, rede social onde costuma postar fotos com a família, mas não há compartilhamentos ligados a profissão.

Em nota, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Seccional de Mato Grosso do Sul informou que, a Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados acompanhou as diligências. A entidade acrescentou que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, “respeitando sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório”.

Ao todo, a operação cumpriu 13 mandados judiciais, sete de prisão e seis de busca e apreensão, nos municípios de Aracaju, Itaporanga d’Ajuda e Barra dos Coqueiros (SE), além de Maceió (AL), Montes Claros (MG) e Campo Grande (MS).