Projeto inédito vai mapear população de onças-pintadas na Serra do Amolar.

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A onça-pintada, um dos animais mais admirados e simbólicos do Pantanal sul-mato-grossense, será o foco de um projeto inédito de pesquisa e monitoramento ambiental na Serra do Amolar, em Corumbá. A iniciativa é do IHP (Instituto Homem Pantaneiro) e quer detalhar o perfil populacional da espécie, estimando a abundância e a densidade das onças em uma das áreas mais preservadas do bioma.

Além de identificar os felinos, os dados permitirão compreender padrões de comportamento e garantir o monitoramento ambiental contínuo da área. Paralelamente, o projeto vai incorporar informações sociais, considerando as percepções locais sobre a presença da onça-pintada.


Para executar o trabalho, foram adquiridas 40 armadilhas fotográficas por meio de parceria com a LogNature, e a expectativa é gerar mais de 120 mil imagens da fauna pantaneira. O monitoramento será realizado em duas frentes: instalar um grid de câmeras ao longo da Serra do Amolar e realizar uma etapa voltada à escuta e ao envolvimento direto das comunidades que vivem na região.

Todo o material será catalogado com apoio de IA (Inteligência Artificial) e analisado pela equipe técnica do Instituto. O levantamento exigirá longos deslocamentos, que podem ultrapassar 400 quilômetros pelo Rio Paraguai.

Políticas públicas – Considerada espécie guarda-chuva da conservação e símbolo nacional da biodiversidade, a onça-pintada será monitorada com técnicas específicas de análise populacional e estratégias de coexistência humano-onça. Os resultados devem ajudar a reduzir conflitos, especialmente a predação de animais domésticos, além de orientar ações que diminuam a tensão entre moradores e o felino.