Reinaldo Azambuja confirma convite do PL e diz que vai fortalecer a direita em MS

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O ex-governador Reinaldo Azambuja informou que sua filiação ao PL deve ser sacramentada no mês que vem, ainda sem data, encerrando cerca de 30 anos no PSDB, partido pelo qual venceu eleições e é o atual presidente estadual. A decisão não deve ser alterada com a vinda do presidente nacional do partido, Marconi Perillo, para uma conversa na Governadoria, envolvendo, ainda, o governador Eduardo Riedel e parlamentares tucanos.

Azambuja disse que a conversa envolverá o futuro do partido, já que ele e Riedel deixarão o PSDB, em busca de um projeto de reeleição, reforçando o arco de alianças. Embora deixe a legenda, Azambuja disse que não pretende “esvaziar” o PSDB, levando consigo número expressivo de políticos.

O PSDB enfrenta uma crise nacional, com a saída de políticos de peso, mas aqui no Estado segue como a principal legenda, detendo o governo há três mandatos seguidos, com três deputados federais, seis deputados estaduais, a maior bancada da Câmara Municipal de Campo Grande, com cinco vereadores, e 44 das 79 prefeituras do Estado. Até mesmo porque a ausência de janela partidária impediria aqueles com mandato de saírem do partido. Para quem concorrerá em 2026, uma janela será aberta em março.

“Tanto a migração minha como a do Riedel, isso já é para nós um fato consumado. Agora, tem uma bancada, tem os deputados, nós temos vereadores, nós temos o maior partido do Estado”, citou, complementando não haver “interesse nenhum em destruir isso, eu acredito que a conversa do Marconi deve ser com a bancada. Eu não tenho interesse em esvaziar”, disse sobre a possibilidade de levar nomes para o PL.

Os parlamentares que Azambuja mencionou são os deputados federais Beto Pereira, Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira, que também participam da conversa, com a possibilidade de um deles assumir o comando tucano no Estado. Os federais esperam do presidente nacional uma sinalização de apoio para sigam na legenda e que ela ofereça condições competitivas para a disputa eleitoral do ano que vem.