Com impacto no bolso do produtor, crise climática agora é risco à safra do milho
A crise climática, principalmente com a redução do volume de chuva, já afetou a soja em Mato Grosso do Sul e, agora, pode comprometer os resultados da safra do milho, com prejuízo aos produtores rurais. “Nessa época, a maior parte do milho está em período reprodutivo, o que demanda grande quantidade de água”, afirma o engenheiro agrônomo Flávio Augusto Faedo Aguena, que integra a equipe da Aprosoja que faz monitoramento semanal da safra. De acordo com ele, ainda é cedo para determinar qual a ordem de queda de produtividade. Contudo, se confirmada a pouca chuva, o resultado é baixo desenvolvimento das espigas. O tipo de solo também impacta na retenção da umidade. “O solo arenoso tende a sofrer mais. Retém pouca umidade e tende a perder mais água por evaporação”, diz Flávio. Já o solo argiloso se sai melhor para “segurar” a umidade. Diante da chuva abaixo do esperado e o fato de o milho exigir bastante água, o engenheiro agrônomo afirma que os produtores têm buscado outras culturas, como o sorgo (usado para etanol e ração) e amendoim. Outra opção, mas que exige alto investimento financeiro, é a irrigação. A colheita do milho vai de maio a setembro. A área cultivada com milho deve chegar a 2,1 milhões de hectares no Estado. A produtividade média esperada é de 80,8 sacas por hectare.


